Coisas da Educação

O Blog onde se pode falar abertamente sobre temas de educação. Não é obrigatório dizer mal do Governo, mas se tiverem que dizer mal, não se inibam... se, porventura conseguirem encontrar uma boa razão para dizer bem... também se arranja um cantinho para isso. Diremos o que nos vai na alma... ainda qua a alma nos doa... pode ser que assim... deixe de nos doer. Para além disso, tentaremos mostrar o que por aí se vai dizendo e escrevendo sobre educação. Não deixem de comentar...

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quinta-feira, julho 06, 2006

Representatividade dos Sindicatos???...

Porque é que eles têm tanto medo de medir a representatividade???
O que é que as Centrais Sindicais têm a ver com os representantes dos professores???
Porque é que querem reduzir a represntatividade dos Sindicatos Independentes???
Porque é que eles são os mesmos desde há 30 anos???
Hoje deu-me para as interrogações. Há dias assim.
Mas lá que dá que pensar...ai isso dá!!!...
Lusitano
Federação esteve reunida com o Ministério da Educação
Fenprof quer representatividade sindical confirmada pelas escolas

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) propôs hoje a realização de um levantamento, escola a escola, do número de docentes afectos a cada um dos sindicatos para melhor aferir a respectiva representatividade na distribuição de créditos sindicais.
Em comunicado, a Fenprof diz ter manifestado ao Ministério da Educação, numa reunião realizada hoje, em Lisboa, a sua concordância com a medição da representatividade sindical na atribuição dos créditos, mas exigiu a adopção de critérios "rigorosos, objectivos e transparentes"."Por essa razão, [a Fenprof] propôs como critério mais relevante o levantamento escola a escola do número de professores que descontam para cada organização sindical", afirmou a organização.O Ministério da Educação anunciou no final de Junho a intenção de reduzir de 450 para 300 o número de docentes que se encontram sem dar aulas a exercer funções sindicais. A tutela quer distribuir os 300 lugares de acordo com um critério de representatividade relacionado com o número de associados de cada sindicato, explicou na altura o secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira, que hoje manteve uma ronda de reuniões negociais com as federações.
Também hoje, duas federações sindicais afectas à UGT rejeitaram a proposta da tutela, criticando os critérios de distribuição dos lugares.Para a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) e a Federação Nacional do Ensino e Investigação (Fenei), o número de créditos sindicais deve ser distribuído maioritariamente pela UGT e CGTP, cabendo às duas confederações a repartição dos lugares pelos seus sindicatos.Os restantes lugares devem ser disponibilizados aos sindicatos independentes, que não são afectos a nenhuma das confederações, à semelhança do que aconteceu no ano passado, quando o Governo reduziu de 1.327 para 450 o número de professores a exercer funções sindicais a tempo inteiro, defendem.Sobre a revisão do Estatuto da Carreira do Docente (ECD), a Fenprof afirma que a tutela se limitou hoje "a discutir prazos e metodologia de trabalho a desenvolver" e contestou o facto do ministério introduzir alterações à margem de qualquer processo negocial." É o caso do despacho 13599/2006 (...) que pretendendo definir normas de organização e funcionamento do próximo ano lectivo vem alterar aspectos relacionados com horários de trabalho, componentes lectiva e não lectiva ou regime de faltas", explicou a Fenprof.A Fenprof manifestou ainda um "profundo desacordo" pelo facto de matérias como a reconversão profissional de professores permanentemente incapacitados e as novas regras de contratação de docentes não serem consideradas no âmbito da revisão do ECD.
In Jornal Público 05.07.2006 - 20h21 Lusa