Numa altura em que a actividade docente vive momentos conturbados Escola Soares Basto homenageou professores
Nem tudo está perdido!...
Ainda há boas notícias neste país. São poucas, de facto, mas se procurarmos bem...ainda se encontram.
Ora aí está uma comunidade que não acredita no que a "Sinistra" tem dito.
Parabéns!!!
Lusitano
“A Escola Secundária Soares Basto homenageou oito professores “numa singela, mas sentida manifestação de apreço e reconhecimento da comunidade educativa por aqueles profissionais da educação que contribuíram para o enobrecimento da arte de ensinar”.A estas palavras proferidas pela presidente do conselho executivo, a Prof.ª Maria José Cálix acrescentou “o enriquecimento pessoal e profissional de quantos tiveram o grato benefício de os ter como professores, colegas e amigos”.“A escola conta convosco”Aquela docente, depois de realçar a importância que os antigos professores têm para qualquer instituição de ensino, “quer pela sua experiência, quer pela sua humildade intelectual e pela tolerância aprendida e moldada pela vida”, dirigindo-se aos homenageados, disse: “O vosso tempo não passou, o nosso tempo é também o vosso. Será bom que a nossa escola possa continuar a contar convosco, com a vossa colaboração, conselhos e temperança. Não há professores fora do activo, nada desactiva um professor”.Por seu turno, o Prof. Djalma Marques considerou aquele encontro uma forma de evocar “a dádiva integral e frutuosa de um conjunto de professores que terminaram uma importante etapa das suas vidas”.Gratidão reflecte admiração e estimaEmbora reconhecendo que os homenageados “não precisam de palavras de reconhecimento, porque a sua maior alegria foi o sentido de dádiva e o espírito de serviço que os acompanharam ao longo da carreira”, Djalma Marques reconheceu que “a gratidão sincera e despojada destes amigos é uma mais-valia, pois reflecte admiração e estima, porque neste tempo cada vez mais anónimo a memória não está de todo varrida”.O orador foi mais longe e referindo-se ao presente “em que os professores tão maltratados têm sido”, acrescentou que eles “são uma peça vital do real e sustentado grau de desenvolvimento de um país. Num tempo em que a banalidade é um degrau para a fama é justo exaltar quem, de facto, atingiu o verdadeiro sucesso, porque ensinaram a despertar, acordaram para o sonho e inquietaram para a procura uma multidão de alunos ávidos de saber”.Para além de um jantar ao ar livre nas instalações daquele estabelecimento de ensino, servido com requinte pelos alunos da escola que frequentam o Curso de Especialização e Formação, ramo de hotelaria, os homenageados receberam lembranças: uma estrela de vidro da Marinha Grande com a frase “uma vida dedicada ao ensino”, bem como um quadro com um poema do Prof. João Augusto Guerra dedicado a todos os professores.
“A Escola Secundária Soares Basto homenageou oito professores “numa singela, mas sentida manifestação de apreço e reconhecimento da comunidade educativa por aqueles profissionais da educação que contribuíram para o enobrecimento da arte de ensinar”.A estas palavras proferidas pela presidente do conselho executivo, a Prof.ª Maria José Cálix acrescentou “o enriquecimento pessoal e profissional de quantos tiveram o grato benefício de os ter como professores, colegas e amigos”.“A escola conta convosco”Aquela docente, depois de realçar a importância que os antigos professores têm para qualquer instituição de ensino, “quer pela sua experiência, quer pela sua humildade intelectual e pela tolerância aprendida e moldada pela vida”, dirigindo-se aos homenageados, disse: “O vosso tempo não passou, o nosso tempo é também o vosso. Será bom que a nossa escola possa continuar a contar convosco, com a vossa colaboração, conselhos e temperança. Não há professores fora do activo, nada desactiva um professor”.Por seu turno, o Prof. Djalma Marques considerou aquele encontro uma forma de evocar “a dádiva integral e frutuosa de um conjunto de professores que terminaram uma importante etapa das suas vidas”.Gratidão reflecte admiração e estimaEmbora reconhecendo que os homenageados “não precisam de palavras de reconhecimento, porque a sua maior alegria foi o sentido de dádiva e o espírito de serviço que os acompanharam ao longo da carreira”, Djalma Marques reconheceu que “a gratidão sincera e despojada destes amigos é uma mais-valia, pois reflecte admiração e estima, porque neste tempo cada vez mais anónimo a memória não está de todo varrida”.O orador foi mais longe e referindo-se ao presente “em que os professores tão maltratados têm sido”, acrescentou que eles “são uma peça vital do real e sustentado grau de desenvolvimento de um país. Num tempo em que a banalidade é um degrau para a fama é justo exaltar quem, de facto, atingiu o verdadeiro sucesso, porque ensinaram a despertar, acordaram para o sonho e inquietaram para a procura uma multidão de alunos ávidos de saber”.Para além de um jantar ao ar livre nas instalações daquele estabelecimento de ensino, servido com requinte pelos alunos da escola que frequentam o Curso de Especialização e Formação, ramo de hotelaria, os homenageados receberam lembranças: uma estrela de vidro da Marinha Grande com a frase “uma vida dedicada ao ensino”, bem como um quadro com um poema do Prof. João Augusto Guerra dedicado a todos os professores.
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Os homenageados:
A Escola Homenageou oito dos seus professores, que se aposentaram nos últimos anos, mas dois, Teresa Semblano e António Bonifácio, por razões particulares não puderam estar presentes.Regressaram à escola para a homenagem os professores Avelino Cabral (Português), Carlos Flores (Mecanotecnia), Alzira Roldão (Físico-Química), Maria José Leal (Inglês, José Manuel Mendonça (Inglês e Alemão) e Fernando Amorim (Tecnologias).
Prof. Avelino Cabral“Estou aposentado há quatro anos, mas nunca esqueci a escola, que frequento assiduamente.Nasce-se e morre-se professor, é impossível esquecer isto”.
Prof. José Manuel Mendonça“Sou avesso a este tipo de cerimónias, de homenagens, porque em 32 anos de vida profissional fiz o que era meu dever, mas estou aqui com bastante emoção. Fiz tudo com o mínimo de dignidade, dei tudo o que poderia dar, pelo que, feito o balanço, estou de bem comigo e isso é suficiente.Tive muito gosto em voltar aqui ao fim de dois anos”.
Prof. Carlos Flores“Muito obrigado por esta escola me ter recebido como aluno e, mais tarde, como professor. No final da carreira, tenho muito gosto em afirmar que gostei muito de ter sido professor”.
Prof.ª Maria José Leal“Espero que cheguem a esta parte da vida com esta vitalidade e vontade de viver. Se a nível nacional não encontramos o reconhecimento, felizmente que esta escola reconhece-nos, enaltece o valor e o trabalho. Gostei muito de ser professora nesta escola”.
Prof. Fernando Amorim“De todas as profissões que tive esta foi a que mais gostei, foi a minha paixão. É a profissão mais bela, permite-nos ouvir, darmos a nossa opinião e conhecimentos e deixa-nos ser generosos. Em todos estes anos, não conheci o meu patrão e quem trabalha sem o conhecer é porque gostaEsta escola foi a quarta, mas faz parte da minha vida, foi a melhor que tive”.
Prof.ª Alzira Roldão“Não era aquilo que eu queria, mas gostei de ser professora. Vim para o ensino, gostei, vivi uma etapa da minha vida. Fechei uns gavetões, abri outros e já não tenho tempo para os abrir a todos e mexer em toda a tralha que tenho lá.Agradeço a quantos tiveram a ideia e colaboraram nesta simpática reunião”.
In Correio de Azeméis - edição actualmente on line
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