Exames chegam ao fim com "má nota" para Maria de Lurdes Rodrigues
Se ela fosse uma pessoa decente, quase que me apetecia ter pena dela!...
Coitada!
"- Eu não consigo falar.
- Eu não consigo falar."
Pois é!... É muito chato não nos deixarem falar quando queremos explicar-nos. Mas, afinal, não é isso que ela tem feito aos professores desde que chegou ao poleiro?
Mesmo quando a lei a obriga a ouvir os representantes dos professores, ela ignora-os e decide como bem entende. É a ditadura da maioria.
Razão tem o povo quando diz: "Quem com ferros mata... com ferros morre" ou, ainda, "Quem semeia ventos... colhe tempestades".
Pois a dita senhora já fez a sua sementeira, agora está a chegar a altura da colheita.
E, parafraseando, de novo, o nosso povo, ela "foi buscar lã e sujeita-se a ser tosquiada"...
Lusitano
Um mês, seis dias e perto de um milhão de enunciados depois, a fase de Exames Nacionais chegou ontem ao fim. Os resultados definitivos só serão conhecidos a 4 de Agosto, depois da divulgação das pautas da 2.ª fase. Mas a avaliação da forma como o Ministério da Educação (ME) conduziu o processo já foi feita - com nota negativa - por pais, associações científicas e sindicatos de professores e partidos políticos da oposição.No centro de toda a contestação - motivando mesmo a convocatória da ministra Maria de Lurdes Rodrigues para um debate de urgência na Assembleia da República - esteve a decisão, em cima da hora, de se adoptar um regime de excepção para as disciplinas de Química e Física do programa novo.Depois dos resultados desastrosos da 1.ª fase a estas disciplinas (médias de 6,9 e 7,7, respectivamente), a ministra entendeu que os maus resultados se deviam ao facto de se tratar de programas ainda em "fase experimental" de implementação. Por isso, decidiu que nestas disciplinas -"e apenas nestas" seria contrariado o princípio segundo o qual quem faz exames de melhoria de nota, na 2.ª fase, só pode concorrer ao ensino superior na fase de candidaturas correspondente.A medida foi duramente atacada, não apenas pela oposição e pelos sindicatos de professores, como por tradicionais apoiantes da ministra. A presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, Maria José Viseu, considerou estar-se perante uma situação de "tratamento desigual" dos alunos. O deputado socialista António Vitorino, num programa da RTP, considerou: "Alguma coisa falhou. A ministra tem de dar uma explicação para tranquilizar as famílias". No Parlamento a governante recusou pedir desculpas, afirmando ter agido "para minimizar desigualdes". Mas os seus argumentos não convenceram os deputados. "A senhora ministra não tem dignidade intelectual para reconhecer os erros", acusou a deputada comunista Luísa Mesquita, numa acusação que marcou o tom de uma tarde agitada.Mais do que pelos resultados, neste mês de exames Maria de Lurdes Rodrigues foi criticada por nunca ter assumido falhas próprias ou de algum dos serviços do ME. Do Português do 9.º ano à Matemática e Química do 12.º ano, várias associações científicas de docentes apontaram falhas às provas, cuja elaboração está a cargo do Gabinete de Avaliação Educacional . Mas a ministra nunca abandonou o discurso de que "nada de grave" se passou nos exames."A senhora ministra faz mal em desvalorizar o que não lhe corre bem, porque assim não sabe onde melhorar", resumiu ao DN Mário Nogueira, da Fenprof. "Acho que estes exames resumiram o que foi a atitude do ministério: se se tratasse de alunos [a ministra e os seus secretários de Estado] teriam reprovado, qual deles com a pior nota." Entre os argumentos contrários a esta avaliação, Maria de Lurdes Rodrigues tem o facto de ter concluído, sem sobressaltos além dos assinalados, um processo de exames que envolveu mais de 200 mil alunos dos 9.º, 11.º e 12.º anos. Isto, num ano em que coincidiram dois programas do secundário, com provas diferentes às mesmas disciplinas.
Optimismo com a Física
O polémico exame de Física da 2.ª fase foi dos últimos realizados ontem. À saída das provas, tal como sucedera há dias com a Química, os alunos mostravam-se mais optimistas: " Este exame correu muito melhor, despachei-me muito mais cedo.", contou Tiago Rodrigues , 28 anos. "Correu muito melhor do que o outro", concordou Pedro Capitão, 17 anos. "Agora tudo depende desta nota, pois é a unica disciplina que falta para terminar o secundário", explicou. "Achei esta prova muito mais acessível", considerou o aluno que, na primeira fase, apenas conseguiu obter cinco valores.
O DN tentou, sem sucesso, obter um depoimento do Ministério da Educação.
Um mês, seis dias e perto de um milhão de enunciados depois, a fase de Exames Nacionais chegou ontem ao fim. Os resultados definitivos só serão conhecidos a 4 de Agosto, depois da divulgação das pautas da 2.ª fase. Mas a avaliação da forma como o Ministério da Educação (ME) conduziu o processo já foi feita - com nota negativa - por pais, associações científicas e sindicatos de professores e partidos políticos da oposição.No centro de toda a contestação - motivando mesmo a convocatória da ministra Maria de Lurdes Rodrigues para um debate de urgência na Assembleia da República - esteve a decisão, em cima da hora, de se adoptar um regime de excepção para as disciplinas de Química e Física do programa novo.Depois dos resultados desastrosos da 1.ª fase a estas disciplinas (médias de 6,9 e 7,7, respectivamente), a ministra entendeu que os maus resultados se deviam ao facto de se tratar de programas ainda em "fase experimental" de implementação. Por isso, decidiu que nestas disciplinas -"e apenas nestas" seria contrariado o princípio segundo o qual quem faz exames de melhoria de nota, na 2.ª fase, só pode concorrer ao ensino superior na fase de candidaturas correspondente.A medida foi duramente atacada, não apenas pela oposição e pelos sindicatos de professores, como por tradicionais apoiantes da ministra. A presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, Maria José Viseu, considerou estar-se perante uma situação de "tratamento desigual" dos alunos. O deputado socialista António Vitorino, num programa da RTP, considerou: "Alguma coisa falhou. A ministra tem de dar uma explicação para tranquilizar as famílias". No Parlamento a governante recusou pedir desculpas, afirmando ter agido "para minimizar desigualdes". Mas os seus argumentos não convenceram os deputados. "A senhora ministra não tem dignidade intelectual para reconhecer os erros", acusou a deputada comunista Luísa Mesquita, numa acusação que marcou o tom de uma tarde agitada.Mais do que pelos resultados, neste mês de exames Maria de Lurdes Rodrigues foi criticada por nunca ter assumido falhas próprias ou de algum dos serviços do ME. Do Português do 9.º ano à Matemática e Química do 12.º ano, várias associações científicas de docentes apontaram falhas às provas, cuja elaboração está a cargo do Gabinete de Avaliação Educacional . Mas a ministra nunca abandonou o discurso de que "nada de grave" se passou nos exames."A senhora ministra faz mal em desvalorizar o que não lhe corre bem, porque assim não sabe onde melhorar", resumiu ao DN Mário Nogueira, da Fenprof. "Acho que estes exames resumiram o que foi a atitude do ministério: se se tratasse de alunos [a ministra e os seus secretários de Estado] teriam reprovado, qual deles com a pior nota." Entre os argumentos contrários a esta avaliação, Maria de Lurdes Rodrigues tem o facto de ter concluído, sem sobressaltos além dos assinalados, um processo de exames que envolveu mais de 200 mil alunos dos 9.º, 11.º e 12.º anos. Isto, num ano em que coincidiram dois programas do secundário, com provas diferentes às mesmas disciplinas.
Optimismo com a Física
O polémico exame de Física da 2.ª fase foi dos últimos realizados ontem. À saída das provas, tal como sucedera há dias com a Química, os alunos mostravam-se mais optimistas: " Este exame correu muito melhor, despachei-me muito mais cedo.", contou Tiago Rodrigues , 28 anos. "Correu muito melhor do que o outro", concordou Pedro Capitão, 17 anos. "Agora tudo depende desta nota, pois é a unica disciplina que falta para terminar o secundário", explicou. "Achei esta prova muito mais acessível", considerou o aluno que, na primeira fase, apenas conseguiu obter cinco valores.
O DN tentou, sem sucesso, obter um depoimento do Ministério da Educação.
Pedro Sousa Tavares com Eduardo Peres
in DN 26/07/06
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